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OrthoHouse, equipamentos médicos hospitalares

Acessibilidade · Autonomia · PCD

A casa fica mais acessível quando a barreira é observada pela atividade que a pessoa quer realizar.

A Lei Brasileira de Inclusão relaciona acessibilidade a uso com segurança e autonomia e trata barreiras como obstáculos que limitam participação. Este mapa transforma essa ideia em perguntas para a rotina doméstica — sem transformar exemplos em norma de projeto.

Princípio do mapa

Acessibilidade não é “consertar a pessoa”. É observar a interação entre pessoa, atividade e ambiente.

A própria LBI considera a interação com barreiras ao tratar da participação da pessoa com deficiência. Na prática doméstica, isso favorece uma pergunta mais útil: “o que neste contexto dificulta a atividade e o que aumentaria a participação desejada?”.

Método em cinco passos

Da atividade ao próximo passo, sem pular direto para a adaptação

1. Comece pelo que a pessoa quer fazer

Escolha uma atividade concreta e descreva qual participação a própria pessoa deseja ter nela. O ponto de partida é a atividade, não um rótulo de deficiência.

Exemplo de pergunta: “O que você quer conseguir fazer aqui com menos ajuda ou de outro jeito?”

2. Percorra o caminho real

Observe onde a atividade começa, por onde passa e onde termina. Portas, móveis, iluminação, comandos, objetos e informação podem influenciar etapas diferentes do percurso.

Registre o local da barreira em vez de concluir imediatamente qual adaptação deve ser feita.

3. Descreva a barreira sem descrever a pessoa como o problema

Anote o que no ambiente, no objeto, na informação ou na organização dificulta a participação. Essa mudança de linguagem ajuda a procurar soluções sobre o contexto.

Prefira “o interruptor não está acessível nesta posição” a uma frase que reduza a pessoa à limitação.

4. Pergunte o que mudaria a autonomia

A solução pode ser reorganização, informação mais acessível, outro recurso, tecnologia assistiva ou avaliação profissional. Não escolha pelo que parece mais sofisticado.

Compare alternativas pelo efeito na atividade e pela preferência de quem vai usar o espaço.

5. Defina quem precisa validar o próximo passo

Mudanças estruturais, recursos individualizados e decisões relacionadas à função, transferência ou cuidado podem exigir arquiteto, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, equipe de saúde ou outro profissional habilitado, conforme o caso.

O mapa organiza perguntas; ele não aprova obra, equipamento ou conduta clínica.

Quatro lentes domésticas

Barreira não é só degrau ou porta estreita

Para tornar a observação mais simples, este material agrupa situações domésticas em quatro lentes práticas. Elas não substituem nem resumem as categorias legais de barreiras da LBI.

Ambiente e circulação

Trajetos, aberturas, móveis, desníveis, superfícies e espaço de uso podem facilitar ou bloquear uma atividade.

Alcance e uso

Comandos, puxadores, objetos e equipamentos podem existir no ambiente e ainda assim não estar utilizáveis pela pessoa naquela rotina.

Informação e comunicação

Rótulos, instruções, avisos, contraste, leitura e formas de comunicação também podem criar ou remover barreiras.

Rotina e participação

Horários, decisões feitas sem consultar a pessoa, ajuda oferecida automaticamente e regras da casa podem reduzir participação mesmo quando o espaço físico permite mais autonomia.

Modelo para preencher fora do site

Mapa de uma atividade da casa

Faça uma folha por atividade importante. O objetivo é registrar observações e decisões, não diagnosticar a pessoa nem aprovar uma adaptação.

Atividade que a pessoa quer realizar
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Participação/autonomia desejada pela própria pessoa
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Onde a atividade começa e termina
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Barreira observada no caminho ou no uso
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Em que etapa a barreira aparece
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Alternativas que vale investigar
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Quem precisa validar o próximo passo
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O que foi decidido e por quem
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Data para revisar se a solução funcionou
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Privacidade: esta página não recebe nem salva o que for escrito na versão impressa. Se o mapa incluir informações pessoais, guarde-o em local privado e compartilhe somente com quem realmente participa da decisão.

Observe outros ambientes

Use a Casa Mais Segura como ponto de partida para lembrar quarto, banheiro, iluminação, circulação e organização.

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Aprofunde o quarto

Veja perguntas específicas sobre circulação, alcance, controles e participação no ambiente do quarto.

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Investigue tecnologia assistiva

Quando a barreira pede um recurso, volte à atividade e à autonomia desejada antes de escolher um produto.

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